1.10.11

Soul


Sou 1 filho de 2 ventres
1 corpo
Mudo
1 mundo
Bruto
2 tetas
1’a esfera
½ boca
Fera
Sou 1 fio de meia
Saliente
Que escapa
E (às vezes)
Aplaca
Ciente da coceira
Que se é
Que se faz
Sou 1 filho da ponta
Das pontas
Da ponte
Que atravesso
Dia-a-dia
Como agulha
Crocheando
A meia de si
E se fura
E se fia
E se fode
Mas no fim
Se filha
Nem fim
Nem meio
Sou
1’s
E
1/2’s

18.9.11

Solteirismo é a nova onda, será?

Cá me ponho a divagar sobre as reverberações da palavra “solteiro (a)”. Há quem a represente como sinônimo de liberdade (outorgada por jargões ‘ninguém é de ninguém’; ‘vamos celebrar o desapego’) não raramente ocultando insatisfações e carências. Outros sentem calafrios e nostalgias ao se sentirem representados por ela. Entre eles (impotentes), a (imponente) muralha: Tradição da vida a dois. Em épocas que relacionamentos começam-terminam em status de redes sociais, recorro a Sartre: “Liberdade não é fazer o que se quer, mas querer o que se faz”. Onde nos temos encaixado?