30.5.11

Descartesiando

Andar’em círculos
Parar’em quadrantes
Morrer’em retângulos
A vida passa geométrica
E quando me ponho
A tangenciar por obscuros
Ângulos, vacilo no eixo
E me perco numa reta

Geometria Meta-Euclidiana
Descanso às tuas curvas
Desarmônicas numa
Equação de eternas
Variáveis
Vetor sem direção,
Meu resultado é o infinito.

16.5.11

Desfile

É no quando
De teu não-olhar
Que me faço, desfaço
Refaço e num sacolejar
Vou de grão à duna
Salivo sob o Sol
Feito fera faminta
Louco pra perder-me
Nas nuances do teu corpo
Esguio
Vai menina, passa
Desce no encalço
Morde o dedo
Salto sobre asfalto
Meu desejo
Assalta os desarmados
Assola os abrigados
Roupas justas
Eu desajustado
Todo nela
Dela, pra ela
E toda rua
É passarela