18.9.11
Solteirismo é a nova onda, será?
Cá me ponho a divagar sobre as reverberações da palavra “solteiro (a)”. Há quem a represente como sinônimo de liberdade (outorgada por jargões ‘ninguém é de ninguém’; ‘vamos celebrar o desapego’) não raramente ocultando insatisfações e carências. Outros sentem calafrios e nostalgias ao se sentirem representados por ela. Entre eles (impotentes), a (imponente) muralha: Tradição da vida a dois. Em épocas que relacionamentos começam-terminam em status de redes sociais, recorro a Sartre: “Liberdade não é fazer o que se quer, mas querer o que se faz”. Onde nos temos encaixado?
15.9.11
Grito
Tatuei meus olhos
Em minhas costas
Pra que me vejam
Por inteiro ao
Dormir de bruços
Pintei meu dia
Em asfalto branco
Pra’o andar
Trôpego pelas ruas
Equilibrar-me
Neste Louvre
Cantei meu riso
Em viola velha
Da janela do prédio
E tive o mundo
(por alguns minutos)
Na ponta dos dedos
Verti meus traços
Em golpes de teclado
Expondo a vida
Aos vícios de
Telas multicoloridas
E alguém há de passar
Por meus risos, ruas e vícios
E há de repousar
Nesses rabiscos
E aos olhos
De minhas costas.
Em minhas costas
Pra que me vejam
Por inteiro ao
Dormir de bruços
Pintei meu dia
Em asfalto branco
Pra’o andar
Trôpego pelas ruas
Equilibrar-me
Neste Louvre
Cantei meu riso
Em viola velha
Da janela do prédio
E tive o mundo
(por alguns minutos)
Na ponta dos dedos
Verti meus traços
Em golpes de teclado
Expondo a vida
Aos vícios de
Telas multicoloridas
E alguém há de passar
Por meus risos, ruas e vícios
E há de repousar
Nesses rabiscos
E aos olhos
De minhas costas.
12.9.11
Remetente
Nasci numa casca
Q
Dela fiz casa
Durmo, como e saio
E durmo como saio,
De sonho ensaiado
Não é de taipa
Nem de palha
Vento bate
Não abala-
Falha
Não tem muro
Nem telhado
Porta ou re-
Trato de cerca
Fazendária
Levo-a no bolso
Arqueio-a nos
ES- PA- ÇOS
De asfaltos
Desenhados no
Espaço desses
Traços
Convido pra entrar
Nunca pra sair-
A tenda está
Armada:
Armados
Corações
Amados
Endereço itinerante
Intrigante locatário
Algo no cerne
Sombra do Sol
Sem CEP
Sobre o rio
Q
[perene]
Resvala
No estuário
Da lembrança
Andanças...
: palafita
Sobre o mar
Vila do céu
Da esperança
Q
Dela fiz casa
Durmo, como e saio
E durmo como saio,
De sonho ensaiado
Não é de taipa
Nem de palha
Vento bate
Não abala-
Falha
Não tem muro
Nem telhado
Porta ou re-
Trato de cerca
Fazendária
Levo-a no bolso
Arqueio-a nos
ES- PA- ÇOS
De asfaltos
Desenhados no
Espaço desses
Traços
Convido pra entrar
Nunca pra sair-
A tenda está
Armada:
Armados
Corações
Amados
Endereço itinerante
Intrigante locatário
Algo no cerne
Sombra do Sol
Sem CEP
Sobre o rio
Q
[perene]
Resvala
No estuário
Da lembrança
Andanças...
: palafita
Sobre o mar
Vila do céu
Da esperança
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