16.8.10

Esperança

Quem dera saber eu
Do mundo por trás
Dos olhos de quem vê
Sei das lacunas que
Sustentam pelo viés
Das dúvidas
Muitas vezes surdas-
mudas, brutas in
Concreto do absurdo
Costuradas
Uma a uma
A fio no escuro

Me lançaram a duras penas
Na esfera da incerteza

Que as palavras sejam
Tijolos da alma
Dum prédio
Em eterna
Construção

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