12.9.11

Remetente

Nasci numa casca
Q
Dela fiz casa
Durmo, como e saio
E durmo como saio,
De sonho ensaiado

Não é de taipa
Nem de palha
Vento bate
Não abala-
Falha

Não tem muro
Nem telhado
Porta ou re-
Trato de cerca
Fazendária

Levo-a no bolso
Arqueio-a nos
ES- PA- ÇOS
De asfaltos
Desenhados no
Espaço desses
Traços

Convido pra entrar
Nunca pra sair-
A tenda está
Armada:

Armados
Corações
Amados


Endereço itinerante
Intrigante locatário
Algo no cerne
Sombra do Sol
Sem CEP
Sobre o rio
Q
[perene]
Resvala
No estuário
Da lembrança

Andanças...

: palafita
Sobre o mar
Vila do céu
Da esperança

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