Tatuei meus olhos
Em minhas costas
Pra que me vejam
Por inteiro ao
Dormir de bruços
Pintei meu dia
Em asfalto branco
Pra’o andar
Trôpego pelas ruas
Equilibrar-me
Neste Louvre
Cantei meu riso
Em viola velha
Da janela do prédio
E tive o mundo
(por alguns minutos)
Na ponta dos dedos
Verti meus traços
Em golpes de teclado
Expondo a vida
Aos vícios de
Telas multicoloridas
E alguém há de passar
Por meus risos, ruas e vícios
E há de repousar
Nesses rabiscos
E aos olhos
De minhas costas.
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